Honduras
Honduras, oficialmente
República das Honduras, é um país da
América Central, limitado a norte pelo
Golfo das Honduras, a norte e a leste pelo
Mar das Caraíbas (por onde possui fronteira marítima com o território
colombiano de
San Andrés e Providencia), a sul pela
Nicarágua, pelo
Golfo de Fonseca e por
El Salvador e a oeste pela
Guatemala. Sua capital é
Tegucigalpa.
Etimologia
A palavra
Honduras vem do espanhol e significa "profundezas" (no singular,
hondura), em referência às águas profundas no litoral sul do país.
História
Com a
independência da Espanha, em 1821, tornou-se parte do império de
Augustín de Iturbide. As Honduras lideraram, a partir de
1824, a
União ou
República Federal das Províncias Unidas da América Central até 1838, ano em que se retiraram daquela
federação, proclamando a total independência de Honduras a
5 de Novembro daquele ano. A situação de
Estado independente data de quando a união se rompeu e uma ininterrupta sucessão de
caudilhos dominou o país no restante do
século XIX.
Em 1979, a
América Central passou a viver um período de forte instabilidade provocada pelas
guerras civis na
Nicarágua e em
El Salvador. Em 1982, uma nova
constituição, apoiada pelos
Estados Unidos, almejava o aumento da atividade
democrática.
Como condição para o apoio norte-americano, no entanto, o país forneceu
a base para os "contra" da Nicarágua. O país foi incluído, em
1983, nos planos de defesa da região proposto pelos Estados Unidos, servindo de base para treinamento de
soldados, mas em 1984 o governo pediu revisão do Tratado de Aliança com esse país.
Em 1985, aumentou a tensão com a Nicarágua. O novo presidente,
José Azcona Hoyo (1985-
1990),
abraçou um movimento pacifista levado a cabo pelos países da América
Central. Ameaçou interromper a actividade dos "contra", assim como
diminuir o poder dos militares. Honduras, no entanto, manteve-se
economicamente dependente dos Estados Unidos, e, em 1989,
Rafael Leonardo Callejas foi eleito presidente com o apoio norte-americano. A crise económica, a actividade
guerrilheira de
esquerda e as forças de segurança ficaram fora de controle, com 40
assassinatos e mais de 4 mil violações dos
direitos humanos. Em
1991, o
governo concedeu uma
amnistia e iniciou negociações com
guerrilheiros de esquerda.
Em 28 de Junho de 2009, o Presidente Manuel Zelaya foi destituido
pela Suprema Corte e exilado pelo Exército hondurenho. O ato ocorreu em
função do desejo de Zelaya de realizar uma consulta popular para
perguntar aos hondurenhos se queriam que, em simultâneo com as eleições a
realizar em Novembro de 2009, se realizasse também uma votação no
sentido de decidir a criação de uma Assembleia Constituinte que
reformasse a Constituição para aprovar reeleições o que é
terminantemente proibido pela Constituição. Inicialmente a
comunidade internacional, incluindo as
Nações Unidas, considerou o ato como um
golpe de estado, e criticou duramente o novo governo liderado por
Roberto Micheletti. Entretanto, passaram a reconhecer que houve a aplicação integral da Constituição Hondurenha.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Honduras